Live com pe Domenico e pastor Alfredo no dia 26. Acompanhe pelo Facebook e Instagram

As principais recomendações, pontos fortes e as polêmicas trazidas pela Campanha da Fraternidade 2021 serão discutidas em uma Live imperdível, que será promovida pela Paróquia Bom Pastor no próximo dia 26, às 20 horas, com transmissão pelo Facebook e Instagram da paróquia. A live terá a participação do padre Domenico Costella, da Igreja Bom Pastor, e do pastor Alfredo Jorge Hagsma, da Igreja Luterana, confirmando o caráter ecumênico da campanha deste ano.

Quem estiver acompanhando a Live poderá enviar perguntas ao padre Domenico e ao pastor Alfredo pelo endereço eletrônico: paroquiabompastorctba@gmail.com. O padre Domenico explica que a Live pretende comunicar o conteúdo da Campanha da Fraternidade, que provocou algumas polêmicas, entre elas questionamentos a respeito da própria equipe que preparou o documento-base da campanha, incluindo uma pastora luterana.

Convite para a Live: https://www.youtube.com/watch?v=8e1XzIMb8zI.

A campanha de 2021 tem caráter ecumênico, como acontece a cada cinco anos. “Muitos de nossos irmãos católicos não entenderam que o ecumenismo é uma dimensão da fé católica, como está colocado no Concílio Vaticano 2, onde já se fala sobre o ecumenismo inter-religioso”, diz o padre Domenico. “Nós, católicos, devemos dar exemplo da capacidade de diálogo e respeito das diferenças”, acrescenta.

Outra polêmica, lembra o padre, diz respeito às referências feitas no documento-base da campanha a respeito da violência praticada contra alguns grupos da sociedade, em particular da população LGBTQ. “Aqui não se dá um julgamento de valor, mas se constata uma realidade. Todos os anos muitas pessoas são mortas no Brasil. Outro ponto forte do documento refere-se ao feminicídio, às mulheres que morrem devido à agressividade do machismo”.

Padre Domenico diz que a principal mensagem da campanha é a construção de pontes e não de muros, como prega o Papa Francisco. “Muros já temos demais, muros de ódio, intolerância, discriminação e da pouca atenção aos que sofrem. Devemos construir pontes que permitem o diálogo entre as diferenças e a pluralidade de opiniões”.

E aponta os grandes objetivos da campanha: redescobrir a força e a beleza do diálogo como caminho para relações mais amorosas; denunciar as diferentes violências praticadas indevidamente em nome de Jesus; comprometer-se com a causa comum, aqui levando em conta o aspecto ecológico; contribuir para superar as desigualdades; engajar-se em ações concreta de amor próximo e promover a cultura do amor como forma de superar a cultura do ódio.

“A campanha pede também que compartilhemos a experiência concreta de diálogo e convívio fraterno. Esse é um desafio para nossa comunidade: poder dialogar. Se você fecha o diálogo com seu irmão, nada acontece, só algo de negativo. Devemos nos educar ao diálogo, mantendo o respeito ao próximo. Sempre pratiquei isso em minha vida. Posso discordar, mas não vejo o outro como inimigo. Sempre no amor e no respeito, como Cristo fez”, conclui.

FRATERNIDADE E DIÁLOGO

Realizada pela CNBB todos os anos no tempo da Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa, a Campanha da Fraternidade de 2021 é promovida de forma ecumênica, ou seja, em parceria entre várias igrejas cristãs. O texto-base da Campanha deste ano foi elaborado por Comunidades Evangélicas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) e recebeu aval da direção-geral da CNBB.

A campanha deste ano tem por tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”, extraído da carta de São Paulo aos Efésios, capítulo 2, versículo 14. “A campanha 2021 quer convidar os cristãos e pessoas de boa vontade a pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual”, afirmou a CNBB em nota.

Sobre a campanha, disse o Papa Francisco: “com o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”, os fiéis são convidados a sentar-se a escutar o outro e, assim, superar os obstáculos de um mundo que é muitas vezes um mundo surdo. De fato, quando nos dispomos ao diálogo, estabelecemos um paradigma de atitude receptiva, de quem supera o narcisismo e acolhe o outro. E, na base desta renovada cultura do diálogo está Jesus que, como ensina o lema da Campanha deste ano, é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade (Ef 2,14).

 

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